sexta-feira, 4 de setembro de 2015

O que é fluxo de caixa?

O fluxo de caixa é uma ferramenta que traduz literalmente a real situação da empresa. Ele conta uma historia detalhada do que está acontecendo dia a dia na empresa. Diante disso ele é fundamental para ler a situação da empresa. Planejar é indiscutivelmente necessário para a competitividade da empresa. Muitas vezes as empresas simplesmente ignoram o planejamento e continuam a matar os leões somente quando eles aparecem, nem sempre a reação será adequada para a situação, nem sempre haverá tempo hábil e com certeza sem um devido planejamento só aumentam as chances disso acontecer várias outras vezes. Isso representa um risco mortal, já que sempre que formos pegos de surpresa estaremos em desvantagem. Diante dessa observação digo que é uma atitude inteligente é estar sempre atento empresa ao que está acontecendo e procurando se antecipar ao que estar por vir. Quando a acompanha instante a instante e projeta o futuro com experiência do passado e fatos confirmados para o futuro você vai poder estar um passo a frente. Acredito que uma coisa é claro, nesse momento é melhor caçar do que ser caçado. Portanto fazer uma projeção com as contas a receber e a pagar futura incluindo possíveis gastos e expectativa de vendas de produtos e/ou serviços ajudam na analise das possíveis situações antes delas ocorrerem. Um bom administrador está atento às sobras e faltas do seu caixa. É importantíssimo saber com antecedência como estará nosso caixa dias a frente. Essa projeção permite que a empresa procure soluções para as faltas de forma a minimizar as perdas e direcione as sobras para possíveis investimentos ou rendimentos. É importante que a empresa faça uma previsão do seu caixa de acordo com o seu histórico passado e movimentos financeiros futuros. Na utilização das projeções como forma de minimizar os erros podem ser criados vários cenários (padrão, pessimista e otimista). Fazendo isso a empresa poderá saber com antecedência os dias em que terá folga ou necessidade de caixa programando assim suas ações para lucrar com as folgas e diminuir os custos durante as faltas. Com um planejamento futuro o tomador de decisão consegue facilmente programar com antecedência investimentos ou captar recursos a depender da situação que a empresa apresentar. Isso pode permitir que a empresa maximize seus lucros através dos investimentos e procure um capital com os juros menos onerosos possíveis nos momentos que apresentar um caixa negativo. Com isso a tendência é de melhorar a gestão de seus recursos financeiros maximizando os resultados positivos e minimizando os custos de financiamento da atividade. Estar informado sobre a real situação não é simplesmente uma opção, é uma real necessidade http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/fluxo-de-caixa-projetado-essencia-para-o-planejamento-financeiro/68907/

Inadimplencia

Como se sabe, o setor bancário ficou marcado na década de 90 pela fragilidade dos processos de decisão de crédito. Não que os bancos, de modo geral, não soubessem conceder crédito – não seria correto fazer tal afirmação, pois essa é a essência da atividade bancária, e vem sendo realizada desde muito antes do surgimento, de forma estruturada, do primeiro banco, por volta de 1170, na Itália, La Banca de Venezia(1) –, mas porque as mudanças no ambiente econômico, promovidas por vários acontecimentos, tais como a globalização, a sofisticação do mercado de capitais, as inovações no campo da tecnologia de informação e vários outros, foram tão intensas, que alteraram significativamente o ambiente empresarial e o comportamento das empresas. Consequentemente, os modelos de avaliação de risco das empresas até então utilizados precisaram ser aperfeiçoados. Diante deste cenário, vários países, orientados pelas recomendações do Bank for International Settlements (BIS), iniciaram o processo de reformulação de suas regulamentações relativas à atividade bancária, tendo como tônica a prudência (regulação prudencial) e os processos (controles internos), com o objetivo de aperfeiçoar e fortalecer a atividade bancária, particularmente a do processo de gestão do risco de crédito (principal atividade de um banco), e como principais pontos os critérios para provisionamento de perdas dos créditos concedidos. O processo de provisionamento tem início com a mensuração da expectativa de um determinado cliente não liquidar o crédito no prazo esperado, passando, assim, a ser denominado inadimplente. A “mensuração da expectativa” é uma medida que reflete a probabilidade do evento de inadimplência ocorrer, atribuída de forma estatística ou julgamental. Varia de zero a 100% e pode ser convertida em uma classificação denominada “rating”, representada por um caractere alfa, caractere numérico ou caractere alfanumérico. Portanto, o rating informa a probabilidade de uma empresa não saldar o crédito obtido dentro do prazo esperado, isto é, a probabilidade de tornar-se inadimplente. Para as carteiras de small business e middle market, tendo em vista o grande número de empresas a serem avaliadas, os modelos estatísticos mostram-se mais adequados na medida em que proporcionam rapidez, segurança e qualidade nas decisões de crédito. Os modelos julgamentais são mais utilizados na mensuração do risco de empresas corporate, pois são poucas empresas, com operações de grandes volumes. A mensuração do risco de crédito divide-se em três etapas: • Risco do tomador do crédito (risco empresa ou rating da empresa); • Risco da operação (risco operação ou rating da operação); e • Risco de concentração da carteira (risco concentração ou risco carteira). O objetivo desse trabalho é abordar alguns dos principais aspectos conceituais dos modelos estatísticos de mensuração do risco empresa, que é a base para a mensuração do risco operação e concentração. Síntese da Regulamentação Brasileira Em janeiro de 2000, o Banco Central do Brasil editou a Resolução 2.682, definindo critérios para provisionamento de créditos concedidos de acordo com a classificação de risco atribuída à operação (risco operação). Para tanto, instituiu nove classes de risco e para cada uma delas determinou um percentual para provisionamento, conforme tabela abaixo: O percentual de provisionamento reflete a expectativa de perda da operação (risco operação), que, como foi dito anteriormente, tem como ponto de partida a mensuração do risco empresa. O Banco Central apenas criou as classes de risco e definiu o percentual de provisionamento para cada uma delas. No entanto, a mensuração do risco empresa (o ponto de partida) ficou a cargo de cada instituição, utilizando modelos desenvolvidos internamente (modelos próprios) ou modelos de mercado, como o Credit Rating® Serasa, disponibilizado para o mercado desde 1999. Independentemente do modelo a ser adotado pela instituição (próprio ou de mercado), há alguns aspectos no processo de desenvolvimento de modelos que merecem ser observados, quais sejam: • Objetivo do modelo; • Diferentes tipos de empresas (porte e setor de atividade); • Quantidade de classes de risco; • Distribuição dos intervalos de probabilidade nas classes de risco. Objetivo do Modelo Inicialmente, cabe ressaltar, mais uma vez, a natureza estatística dos modelos, ou seja, tratam-se de modelos probabilísticos. Portanto, propõem-se a medir a probabilidade de um determinado evento ocorrer. Probabilidade essa representada por uma classe de risco, o rating. O termo rating significa “classificação” e, para classificar algo, é preciso definir o “critério” da classificação, ou seja, o objetivo do modelo. Os eventos em questão são inadimplência e insolvência, portanto, o rating reflete a probabilidade de uma determinada empresa incorrer em pelo menos um desses eventos, em um determinado horizonte de tempo. Convém ressaltar a diferença entre inadimplência e insolvência. Enquanto insolvência tem um caráter de incapacidade de uma empresa liquidar seu passivo, traduzido pelos eventos de concordata e falência, a inadimplência é entendida como um conjunto de eventos, considerados graves, que podem levar uma empresa à situação de insolvência. Esse conjunto de eventos abrange desde apontamentos negativos como protestos, cheques sem fundos, ações executivas, até a situação de dívida atrasada por um determinado período de tempo. Enquanto o conceito de insolvência, traduzido pelos eventos de concordata e falência, é claramente entendido por todos, o de inadimplência não, pois está ligado à cultura de crédito de cada instituição. No desenvolvimento de um modelo, é importante definir claramente o que se entende por “empresa inadimplente”. Essa etapa é de extrema importância, pois define o objetivo do modelo, estabelecendo o evento que será o objeto de mensuração da probabilidade de ocorrência. É na definição do conceito de inadimplência que começam as diferenças entre os modelos. Se uma determinada instituição, ao desenvolver seu modelo, definir que “inadimplente” é a empresa que não paga o crédito que tomou na data do vencimento, e outra instituição definir que inadimplente é a empresa que atrasa o pagamento por mais de 30 dias, os modelos dessas instituições poderão atribuir ratings diferentes para uma mesma empresa. Por exemplo, uma empresa que possui um crédito atrasado há 10 dias para um modelo será considerada inadimplente, pois não quitou a operação na data do vencimento, porém, para o outro modelo, não será considerada inadimplente, pois ainda não atingiu 30 dias de atraso. A definição do objetivo do modelo é um importante diferencial competitivo, pois quanto mais um modelo discriminar os riscos dos clientes, melhores taxas poderão ser oferecidas, além de incorrerem em menores perdas. Por outro lado, deve-se ficar atento ao comparar os diferentes ratings atribuídos a uma mesma empresa, pois os modelos utilizados para atribuição dos ratings podem ter objetivos diferentes. No processo de desenvolvimento de um modelo, o conceito de inadimplência é importante para estabelecer o objeto de mensuração da probabilidade de ocorrência, e é utilizado também para a seleção da amostra de empresas. Do ponto de vista da modelagem estatística, é importante que a amostra tenha a mesma quantidade de empresas inadimplentes e não-inadimplentes. Se, durante o desenvolvimento do modelo houver mudança do conceito de inadimplência, todo o trabalho deve ser refeito, pois algumas empresas da amostra selecionada anteriormente poderão sofrer alteração na classificação de inadimplente e não-inadimplente. Na questão da definição do “objetivo” do modelo cabe a seguinte pergunta: por que o modelo deve se propor a medir a probabilidade de inadimplência? Não bastaria medir apenas a probabilidade de ocorrência da insolvência? Como foi mencionado anteriormente, a insolvência tem um caráter de incapacidade da empresa liquidar seus passivos, deixando, assim, pouquíssima margem de ação para o gestor do crédito. Identificando e mensurando a probabilidade de ocorrência de eventos graves que podem levar uma empresa ao estado de insolvência, o gestor do crédito terá condições de administrar mais adequadamente sua carteira, evitando os custos de cobrança, execução e perdas definitivas. A definição dos “eventos graves”, que caracterizarão a empresa como inadimplente, é o que torna mais interessante a construção de modelos. A Questão Porte e Setor de Atuação da Empresa Outro aspecto de extrema relevância para a definição do conceito de inadimplência é o porte da empresa. Enquanto eventos como cheque devolvido, protestos e ações executivas podem ser considerados “eventos graves” para uma empresa pequena (características que a definem como inadimplente), para empresas de grande porte esses eventos podem não ser significativos. Dessa forma, se o conceito de inadimplência, que é a base de desenvolvimento de um modelo (seu objetivo), pode ser diferente para cada porte de empresa, significa então que deverão ser desenvolvidos modelos específicos para cada porte. Além do porte, há também a questão do setor de atividade. É necessário investigar estatisticamente se, por exemplo, as empresas de um determinado porte do setor industrial têm as mesmas características das empresas do setor comercial, de serviços ou primário. Os modelos desenvolvidos pela Serasa foram segmentados por porte (small, middle e corporate) e cada porte foi dividido por setor da economia (indústria, comércio, serviços e primário), porque os estudos estatísticos indicaram perfis diferentes para cada porte/setor em relação aos conceitos de inadimplência. Na comparação dos diferentes ratings atribuídos a uma mesma empresa, além do conceito de inadimplência (objetivo do modelo), a questão da definição de porte é um ponto também a ser observado, pois, dependendo do critério adotado, uma empresa pode ser classificada como pequena em um modelo e média em outro. Embora no mercado exista um consenso (subjetivo) sobre as classificações de micro, pequena, média e grande empresa, não há uniformidade quanto aos parâmetros utilizados. Verifica-se certa uniformidade na utilização do Faturamento Líquido Anual como parâmetro para definição de porte, porém, não é possível afirmar o mesmo quanto à definição do montante de faturamento que caracteriza cada porte. No caso de microempresas a situação é ainda mais complexa, pois a definição de porte confunde-se com as diversas definições de ordem tributária. O Estatuto da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, Lei 9.841, estabelece, no artigo 2º, que microempresa é aquela que tem faturamento anual até R$ 244 mil e empresa de pequeno porte, até R$ 1.200 mil. A legislação do Imposto de Renda, Lei 9.718/98, em seu artigo 14, não permite a utilização do parâmetro de Lucro Presumido, para fins de cálculo do imposto de renda, pelas empresas com faturamento anual superior a R$ 24 milhões. E, para efeito do Imposto Simplificado (SIMPLES) (IN SRF 09/99) (2), considera-se microempresa aquela que tem faturamento anual até R$ 120 mil e empresa de pequeno porte, até R$ 1.200 mil. Outro aspecto que dificulta a atribuição de porte microempresa é a falta de informação precisa, consistente e confiável sobre o faturamento dessas empresas. A grande maioria não possui processo estruturado de contabilização de suas operações, havendo necessidade de se buscar outros referenciais de grandeza para classificação de microempresa, como, por exemplo, o valor do Capital Social. É necessário esse procedimento (adoção de outro parâmetro) para que as grandes empresas, que por algum motivo não divulgam seus balanços, não sejam classificadas indevidamente como microempresas. Esse erro poderá ocorrer caso sejam tomadas decisões simplistas do tipo: “se não tem balanço, é microempresa”. Portanto, na ausência de informação sobre faturamento, é recomendável a utilização de um parâmetro alternativo, como o valor do Capital Social, montante de compras ou pagamentos realizados no mercado, que são informações objetivas e permitem a definição do porte das empresas. Classes de Risco O resultado final do desenvolvimento do modelo, dependendo da ferramenta estatística utilizada, é uma função que envolve uma constante (b0) e as variáveis selecionadas estatisticamente com seus respectivos pesos (b1.x1 + b2.x2 +... + bn.xn). A partir dessa função, chega-se a um percentual que varia de zero a 100%, que indica a probabilidade da empresa se tornar inadimplente, em um determinado horizonte de tempo. Para simplificar a linguagem vamos chamar essa probabilidade de Probabilidade de Inadimplência (PRINAD). É preciso, então, definir a forma ou linguagem que será utilizada para expressar o rating. Em outras palavras, é preciso definir as classes de risco e as faixas de PRINAD de cada uma delas. Esse é também um ponto importante que pode influenciar o resultado de todo o processo de gestão do crédito, ou seja, pode ser mais um diferencial competitivo. O primeiro passo é definir a quantidade de classes de risco. Podem ser criadas tantas classes quanto o gestor de crédito achar necessário, tendo presente que um número maior de classes permite melhor distinção dos riscos das empresas, o que, consequentemente, possibilita a definição de políticas de crédito mais adequadas e aumenta o poder de competitividade da Instituição no mercado. No exemplo acima, a instituição “B” distingue melhor as empresas que a instituição “A”. Por possuir mais classes de risco, tem melhor visão dos riscos das empresas, consequentemente, poderá desenvolver melhores abordagens para os clientes. Após a criação das classes, o passo seguinte é atribuir o risco que cada uma representará, determinando um intervalo de Prinad para cada classe de risco. Assim, o rating passa a ter significado. Veja exemplo abaixo: A distribuição dos intervalos de PRINAD é outro ponto que merece atenção. Mesmo que duas ou mais instituições possuam a mesma quantidade de classes de risco em suas tabelas, cada instituição poderá ter definido diferentes intervalos de PRINAD para cada classe. Assim, uma determinada empresa poderá ser classificada com rating 3, por exemplo, por essas instituições, mas, para cada uma, o rating 3 terá significados (intervalos de PRINAD) diferentes. Observe que a amplitude dos intervalos de PRINAD, assim como a Prinad média, aumenta significativamente nas últimas classes (6, 7 e 8). A distribuição das probabilidades pelas classes de risco deve levar em consideração a política de crédito de cada instituição, o chamado “apetite ao risco”, bem como, o impacto das “expectativas de perdas” na rentabilidade da carteira. Imagine, por exemplo, um montante de crédito de $ 100 emprestados a uma taxa de 2% a empresas com rating 5 da tabela acima, cuja expectativa média de perda (Prinad média) é de 5%. Ao invés de uma rentabilidade de 2%, essa instituição terá um prejuízo de 3% (juros esperados de $ 2 menos a perda esperada de $ 5). O exemplo foi apresentado de forma bastante simples, apenas para dar uma idéia do impacto das expectativas de perda na rentabilidade da carteira e para justificar a lógica da distribuição dos intervalos de Prinad nas classes de risco. Não foram consideradas a transformação do risco empresa em risco operação e nem a metodologia de precificação do crédito ajustado ao risco da operação. Outro aspecto importante a ser observado, também, é que as faixas de PRINAD têm comportamento exponencial, enquanto as classes de risco se comportam linearmente. Como pode ser observado na tabela de distribuição das PRINADs, nas classes de risco apresentadas anteriormente, a mudança de um ponto, de 6 para 7, significa um aumento da probabilidade de inadimplência de quase 3 vezes (de 7,50% para 16,75%). Considerações Finais Procuramos destacar, neste artigo, as principais características dos modelos de atribuição de rating, que, por um lado, podem ser diferenciais competitivos entre as instituições financeiras e, por outro, devem ser observadas quando uma mesma empresa for classificada de forma diferente pelas instituições financeiras. Antes de se comparar ratings atribuídos a uma mesma empresa, é preciso observar os objetivos dos modelos, o que se propõe para medir a probabilidade de ocorrência, quais modelos (do ponto de vista do porte das empresas) foram utilizados (conceito de porte), a quantidade de classes de risco e os intervalos de Prinad de cada classe. É pouco provável que dois modelos atribuam a mesma probabilidade de inadimplência (prinad) para uma mesma empresa. Mesmo tendo todas as conceituações iguais, a base de dados utilizada para o desenvolvimento de cada um deles é diferente. Embora as probabilidades de inadimplência sejam diferentes, pode ser atribuído o mesmo rating (AA, B, 1, 2, 3, etc.), devido às Prinads se situarem nos mesmos intervalos. É importante destacar, também, a utilização de diferentes tipos de variáveis: cadastrais, financeiras, negativas, positivas, etc. Dessa forma, aspectos críticos de sucesso ou insucesso de uma empresa, que não são refletidos em números contábeis, podem ser contemplados nos modelos por meio de outras variáveis, além do que, cabe ressaltar que variáveis financeiras têm pouca influência em modelos para microempresas. Um outro aspecto que torna cada modelo único é o trabalho estatístico das variáveis durante o desenvolvimento do modelo. Estudar a melhor forma de utilizá-las é a “arte” da modelagem de risco. Qual a melhor forma de segmentar a variável “idade da empresa”? De zero a um ano, dois, três anos? Será que uma variável terá a mesma segmentação em cada porte/setor? Quanto melhor a forma de utilizar a variável, melhor pode ser o resultado final do modelo. Pelos motivos expostos, o modelo de classificação do risco é, sem dúvida, o aspecto mais importante no processo de gestão de crédito, pois influencia a precificação dos empréstimos, o provisionamento de risco e a alocação de capital econômico. Notas 1 COLLI, José Alexandre e FONTANA, Marino. Contabilidade Bancária. 5 ed., São Paulo, Atlas, 1994. P. 15. 2 Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal publicada no Diário Oficial da União de 12/02/1999. Olavo Borges é Gerente do Departamento de Desenvolvimento Técnico de Crédito da SERASA e Mestre em Controladoria pela USP. http://www.serasaexperian.com.br/serasaexperian/publicacoes/revistas/2001/24/revista_0133.htm

Razão e proporção matematica.

A igualdade entre duas razões forma uma proporção, vale lembrar que razão é a divisão entre dois números a e b, tal que b ≠ 0 e pode ser escrito na forma de a/b. Observe os exemplos de proporções a seguir: é uma proporção, pois 10:20 = 3:6 é uma proporção, pois 9:12 = 3:4 As proporções possuem uma propriedade que diz o seguinte: “em uma proporção, o produto dos extremos é igual ao produto dos meios.” Essa propriedade pode ser colocada em prática na verificação da proporcionalidade, realizando uma operação denominada multiplicação cruzada. 9 x 4 = 12 x 3 36 = 36 Multiplicação cruzada 4 x 15 = 6 x 10 60 = 60 As proporções possuem uma enorme aplicabilidade em situações problema envolvendo informações comparativas, na regra três a proporcionalidade é usada no intuito de calcular o quarto valor com base nos três valores estabelecidos pelo problema. Acompanhe os exemplos a seguir no intuito de demonstrar a importância do estudo das proporções. Exemplo 1 Para fazer 600 pães, são gastos, em uma padaria, 100 Kg de farinha. Quantos pães podem ser feitos com 25kg de farinha? Estabelecemos a seguinte relação: 600 -------------- 100 x -------------- 25 Podem ser feitos 150 pães. Exemplo 2 Se com 40 laranjas é possível fazer 26 litros de suco, quantos litros de suco serão obtidos com 25 laranjas? 40 -------- 26 25 -------- x Com 25 laranjas podemos fazer 16,25 litros de suco. Por Marcos Noé Graduado em Matemática Veja mais! Propriedades da Proporção Propriedade fundamental da proporção. Divisão Proporcional Divindo proporcionalmente lucros e receitas http://www.brasilescola.com/matematica/proporcao.htm

O que é nafta? bloco economico 7

Introdução O NAFTA (North American Free Trade Agreement ou Tratado Norte-Americano de Livre Comércio) é um bloco econômico formado por Estados Unidos, Canadá e México. Foi ratificado em 1993, entrando em funcionamento no dia 1º de janeiro de 1994. Objetivos do NAFTA - Garantir aos países participantes uma situação de livre comércio, derrubando as barreiras alfandegárias, facilitando o comércio de mercadorias entre os países membros; - Reduzir os custos comerciais entre os países membros; - Ajustar a economia dos países membros, para ganhar competitividade no cenário de globalização econômica; - Aumentar as exportações de mercadorias e serviços entre os países membros; Funcionamento do NAFTA (vantagens para os países membros) - Empresas dos Estados Unidos e Canadá conseguem reduzir os custos de produção, ao instalarem filiais no México, aproveitando a mão-de-obra barata; - O México ganha com a geração de empregos em seu território; - O México exporta petróleo para os Estados Unidos, aumento a quantidade desta importante fonte de energia na maior economia do mundo; - A produção industrial mexicana, assim como as exportações, tem aumentado significativamente na última década. - A geração de empregos no México pode ser favorável aos Estados Unidos, no sentido em que pode diminuir a entrada de imigrantes ilegais mexicanos em território norte-americano; - Negociando em bloco, todos países membros podem ganhar vantagens com relação aos acordos comerciais com outros blocos econômicos. Dados econômicos do NAFTA - População: 418 milhões de habitantes - PIB (Produto Interno Bruto): 10,3 trilhões de dólares - Renda per Capita (em US$): 25.341 (fonte: Banco Mundial) Curiosidade: - O Chile está em fase de estruturação para fazer parte do NAFTA. As relações comerciais entre este país e o bloco econômico estão aumentando a cada ano. Breve, o Chile poderá ser um membro efetivo do NAFTA. http://www.suapesquisa.com/geografia/nafta.htm

O que são BRics bloco economico 6

O que são os Brics? Brics é uma sigla que se refere a Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que se destacaram no cenário mundial pelo rápido crescimento das suas economias em desenvolvimento. O acrônimo foi cunhado e proeminentemente usado pelo economista Jim O'Neill, chefe de pesquisa em economia global do grupo financeiro Goldman Sachs, em 2001. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, estes países não compõem um bloco econômico, apenas compartilham de uma situação econômica com índices de desenvolvimento e situações econômicas parecidas. Em Dezembro de 2010, a Bric convidou formalmente a África do Sul para se unir ao grupo. O convite foi feito por Yang Jiechi, que ocupa a Presidência rotatória do grupo. E a sigla ganhou um S, para África do Sul. icone crescimento do Brics Crescimento dos Brics Saiba como cresceram os países integrantes do grupo Icone tragetoria Brics Trajetória dos Brics Como se relacionam os países? Icone governantes dos Brics Governantes dos Brics Geopolítica dos países integrantes do grupo http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=166

O que são Tigres asiáticos bloco economico 5

Definição O termo "tigres asiáticos" é usado para designar quatro países e territórios da Ásia: Cingapura, Coreia do Sul, Taiwan (República da China) e Hong Kong (região administrativa da República Popular da China). Características em comum Estes países e territórios apresentam em comum o fato de terem obtido um rápido crescimento econômico e desenvolvimento industrial e tecnológico entre as décadas de 1970 e 1990. O termo "tigre" está relacionado com a forma agressiva e rápida que atuaram na economia. Para conseguirem este rápido desenvolvimento usaram uma política de baixos impostos, investimentos em tecnologia e educação, incentivos às exportações, abertura para a entrada de capital estrangeiro, forte participação na economia de mercado, inserção na globalização e grande oferta de mão-de-obra barata e disciplinada. Com a estratégia adotada, conseguiram desenvolver produtos com tecnologia agregada e preços competitivos. Portanto, a economia destes países direcionou-se, principalmente, para o mercado externo. São países que apresentam altos volumes de exportação. Você sabia? Além do desenvolvimento econômico, atualmente, os tigres asiáticos são considerados países que apresentam ótimos índices educacionais e sociais. http://www.suapesquisa.com/o_que_e/tigres_asiaticos.htm

O que é Mercosul bloco economico 4.

O Mercado Comum do Sul, ou MERCOSUL, é um bloco econômico que foi formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Outros países podem fazer parte das negociações do bloco, mas são considerados apenas como associados. Estes são Bolívia, Chile, Peru, Colômbia e Equador. A Venezuela ingressou no grupo em 2006. E o México permanece como estado observador. Criado em 1991 com a assinatura do Tratado de Assunção (no Paraguai) o MERCOSUL busca garantir a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países membros, através da eliminação de barreiras alfandegárias e restrições não tarifárias à circulação de mercadorias e de qualquer outra medida de efeito equivalente. Bandeira do Mercosul Bandeira do Mercosul A criação do Mercado Comum prevê, também, o estabelecimento de uma tarifa e a adoção de uma política comercial comum em relação a outros blocos ou países. E, por fim, a coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os estados partes a fim de assegurar condições adequadas de concorrência. Para tanto, inclusive, foi criada uma lista de produtos considerados sensíveis para cada país membro. Estes teriam uma tratativa diferenciada de acordo com a necessidade de cada Estado membro para garantir que a economia de nenhum deles fosse prejudicada. Em 1994 foi firmado o Protocolo de Ouro Preto que dentre outras coisas, estabelece que a Presidência do Conselho do Mercado Comum, responsável por assegurar o cumprimento dos acordos, é exercida por rotação, em ordem alfabética, dos estados membros por um período de seis meses. O MERCOSUL é formado, ainda, por um “Grupo do Mercado Comum”, órgão executivo integrado por quatro membros titulares e quatro alternados por país. O MERCOSUL trouxe, também, propostas para integração das políticas ambientais dos países membros tendo sido realizada em 27/06/1994 a Reunião Especializada de Meio Ambiente (Rema) onde foram propostas diretrizes básicas para a política ambiental dos países do MERCOSUL. No campo da educação, a proposta era de integrar a educação dos quatro países através do reconhecimento mútuo dos cursos superiores e diplomas, além da cooperação em pesquisas e intercâmbios. Mais tarde, em 2002, foi assinado um acordo de livre residência entre os países do MERCOSUL a Bolívia e o Chile. A partir deste tratado qualquer cidadão nato ou naturalizado há mais de cinco anos em algum desses países possui o direito de residir por dois anos na área de livre residência estabelecida pelo tratado com os mesmos direitos de um cidadão daquele local. A partir de dois anos a pessoa pode conseguir a autorização para permanência simplesmente comprovando meios de vida lícitos para sustento próprio e de sua família. Embora ainda não seja exatamente uma área de livre circulação, visto que ainda exige uma autorização, menos burocrática, mas ainda autorização, a constituição de uma Área de Livre Residência com direito ao trabalho já é um passo em busca da integração total entre os países. http://www.infoescola.com/geografia/mercosul/